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Saúde discute melhorias no atendimento aos novos imigrantes
10/07/2015 09:09 atualizada em 10/07/2015 09:26

A rede pública de saúde de Bento Gonçalves tem se mobilizado para prestar um atendimento adequado aos imigrantes haitianos que, desde 2012, chegam ao município e, hoje, somam mais de mil e trezentos. Na tarde de quarta-feira, dia 8, o Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva (NUMESC), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu um debate no auditório da SMS entre profissionais dos diversos segmentos da saúde, integrantes da Associação de Haitianos de Bento Gonçalves e entidades ou voluntários ligados à causa da imigração. O objetivo foi buscar formas de qualificar a prestação de serviços. Uma das maiores dificuldades tem sido a comunicação, uma vez que os idiomas dos novos imigrantes são o francês o crioulo. 


A fim de contextualizar a história da imigração e os desafios encontrados em novo território, pronunciaram-se o presidente da Associação de Haitianos de Bento Gonçalves, Ronal Dorval, e o tesoureiro, Enselot Joachin. "Chegamos ao Brasil em busca de uma vida melhor. Mas não queremos só trabalhar. Queremos a oportunidade de participar da vida social e cultural também", diz Joachin. Ele acrescenta que a sociedade deve dar mais atenção à causa "deixando de resumir nossa história a um simples 'são haitianos que vieram para trabalhar'".  


O presidente colocou a associação à disposição para esclarecimentos, parcerias e planejamento de ações. "Acredito que os haitianos têm muito a aprender com os brasileiros, e os brasileiros com os haitianos", justifica Dorval.


A coordenadora da NUMESC, enfermeira Núbia Beche, avaliou a importância do encontro. "O que se percebe é que há um anseio de todos em ajudar e que diversas ações isoladas estão ocorrendo. Temos uma pediatra que dedica horas semanais a ensinar Português a um grupo. Um médico está desenvolvendo um manual, em Francês e Crioulo, sobre o sistema de funcionamento das unidades de saúde, além de estar distribuindo DVDs, em Português e Francês, com vídeos explicativos sobre o processo de gestação e os cuidados necessários às imigrantes grávidas", exemplifica.  


Para ela, basta que se unam os esforços. "As iniciativas são simples e têm resultado muito significativo. Queremos ampliar a difusão delas, permitindo a melhor prestação de serviços não só na área da saúde, mas também nos demais fatores que contribuem para a qualidade de vida deles no município, como a educação e a cultura".  


Até o final do ano, novos encontros deverão ocorrer para discussão das ações. O próximo está marcado para setembro. Integraram também a mesa de debate: médico da ESF Vila Nova, Gabriel Tognon, médico da ESF Conceição, Manoel Claro Alves Neto, médica infectologista Raquel Menon Lovatel do SAE/CTA, enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Letícia Biasus, pediatra Graciele Shermack de Oliveira, Irmã Angela Soldera, da Pastoral Migrante da Igreja Santo Antônio e  Salete  de Oliveira, representando a Pastoral do Migrante e a Associação do Colégio Scalabriniano Nossa Senhora Medianeira e a psicóloga Karina Preisig Paggi.  


Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura
Fotos: Cristiane Moro

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